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o desarranjo poético

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nova canção de outrora.

A canção de minha terra foi escrita aqui, pra cá do Paranoá.
Entao posso dizer convicto, que aves nao mais gorjeiam, nem cá, nem lá.

Nosso, meu e seu céu, maior pedaço do papel de um Dias, tem cada dia menos estrelas, e seu sol menos ardor.
Nossa vida, afogada em futilidade, inebriou-se pela radioatividade das rosas de nossos varzeas.
E à nossos bosques foi destinado nem se que amor, nem lágrimas.

E eu vou me embora, cansei de viver nessa nova canção de outrora. Se em alguma hora em meu juizo surgir a vontade de voltar, só espero que na volta eu escute ao menos um sabiá.

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