ape

o desarranjo poético

terça-feira, 30 de novembro de 2010

piazzolla.

 o violino, desolado, chora lágrimas porteñas.

merda

       Insosso, ando poeta ruminante.  Dia após dia a procurar em toda situação aquela que me dê um poemeto  -no mínimo- bom.  Melhor que ruminante, sou poeta cafetão, que a cada trago barato sai um verso gratuito, torto e inacabado, apenas para lamber o saco de minha vaidade.  Falando em meu saco, sempre tive a curiosidade de saber como é sentí-lo raspado, talvez o lance da vaidade seja ainda mais prazeroso.  Divagações à parte, voltemos a prostituição poética.  É isso aí, vendo meus versos como venderia meu cu.  Falando em meu cu, gostaria de deixar claro que a citação do mesmo anteriormente foi mera utilização de figura de linguagem pois por ele sempre tive demasiado respeito e apreço.
           Espero que aqueles que têm como sina escrever compreendam minha frustração.  Dificuldade para achar temas não existe, difícil é como enfeitar esse tema, como romantica-lo.   Nova musa ou novo ópio? quem sabe pode até ser soluçao..  Ócio?  talvez.   Minha criatividade está acorrentada em algum banheiro sujo, completamente nua e de nariz escorrendo.  Meus pensamentos ululam, mas minhas mãos falham.

a realidade é que entre a ideia e a execuçao...


existe um puta abismo.

sábado, 20 de novembro de 2010

meus pequenos problemas parecem tão maiores quando tenho um violão em mãos.
parece que tudo que eu não podia ouvir é dito-por mim- sem interrupção.  Será a música algum tipo de tortura?  Você nao deveria, mas diz..  todas aquelas coisas que ninguem quer ouvir.  Você acaba tocando para as paredes algum tipo de melodia disritmada, preenchida por palavras quase que balbuciadas. Mas faz tudo com uma sede insensata, e capricha na cantada barata.  Cantada que vira poema.  e vira sambinha... e vira cachaça.. e vira cerveja suada.  Fiz de umsamba choroso






balada.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

maldita seja a mente inquieta e suas manias!  dá-me, alguém, um pouco do azul da monotonia.