ape

o desarranjo poético

domingo, 20 de março de 2011

Confidente.

ignore

quando a noite insistir em tocar suas velhas músicas de dormir.


pense

em mim antes de ir.


chore

(baixinho)  antes de rir.


beije

as mãos mais humanas.


sangre

com sua carne profana


coma

como uma criança faminta



a carniça podre e infinita

de minha mente mundana.

O amador

Em teus olhos vítreos deixo uma lágrima minha.
No teu batom; um beijo recortado, mera lembrança de meu sorriso rígido, sempre inacabado.
Em tua orelha deixo minhas mentiras mais refinadas e curtas, aquelas que gemem, que cantam, que não parecem mentir.  Em tua língua, meu mamilo.  Em tua cama, minha cara.  Em tua mão, uma flor.  No criado mudo uma carta, que você pode rasgar ou ler.

Saí pra comprar cigarro, não volto nunca mais.

sexta-feira, 18 de março de 2011

você leria sua autobiografia?

O trem.

Sinto que é chegada a hora de ir embora
Meu trem sai em 10 minutos.
vou pra fora.
pra sempre.



AGORA



um beijo.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Vou sentir saudades de minhas tardes misto-quente.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Aquilo que não for sincero



é a mais estúpida perda de tempo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnavalizado.

Era eu o Pierrot
que te abraçou
e te beijou.

Não, não era eu a gorda que trepava na escadaria.

Não, não era eu a bailarina feia que dançava sozinha.

Não, não era eu o bêbado que mijava na esquina.

Não, não era eu o equilibrista da calçada.

Não, não era eu o banguela que ria.

Não, não era eu o assassino vestido de fada.

Mas era eu aquele Pierrot
que te abraçou
e te beijou